sexta-feira, 20 de maio de 2016

Inevitável

Sabe aquele cara que você ama, mas sabe que ele não te ama coisa nenhuma – embora viva falando ao seu ouvido que nunca encontrou garota mais linda e divertida - ? Tenho percebido há muito tempo que muitas garotas idealizam um cara e jogam nele todas as suas expectativas de um relacionamento, mesmo sabendo que esse cara está longe de ser o Príncipe Encantado do Reino de Cristal de suas fantasias... Eu não sei mesmo porque isso acontece, até porque isso não é exceção e é claro, óbvio e deve até está escrito na minha testa (em um lugar mais discreto agora) que eu já passei por isso. Não é intencional, eu sei. Mas porquê é tão complicado fugir de uma enrascada dessa? O cara te trai, mente, pisa na bola, não está nem aí para os seus sentimentos mas mesmo assim é para ele que você liga quando a bad chega, e é o primeiro no seu pensamento quando alguma coisa boa acontece. Talvez essa qualidade feminina do “acreditar” nos atrapalhe um pouco. Temos uma tendência a “uma segunda chance” “Relaxa, ele só precisa de um tempo” “Ele vai mudar, eu sei. É só uma fase” “É o primeiro relacionamento dele”, sabemos lá no fundo que essas desculpas não enganam a ninguém, nem mesmo nos convence. O que fazer então? Terminar com ele e chorar pelos próximos 12 anos? (Eu sei... talvez choremos um pouco mais) Sinceramente eu não vejo problema em chorar, ficar na posição fetal durante o resto da vida ou achar que nunca mais amará novamente, sabe porquê? Porque isso faz parte do processo, depois que o nariz desentupir, que o sol entrar pela janela outra vez e você ouvir aquela música e não mais chorar, você vai perceber que estava com o cavalo e não com o Principe, poderá até chegar a surpresa conclusão que você não era lá tão Princesa assim... E você não precisa ser uma Princesa, não precisa ser perfeita, e nem ele. O que você precisa é de um companheiro, alguém que entenda suas fraquezas e fique feliz com suas conquistas. Você percebe também que a reciprocidade, assim como o respeito, são as molas que impulsionam o amor. Portanto, deixa de evitar o inevitável e viva na plenitude.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Obrigada



Eu não escrevo com tanta facilidade ou naturalidade que gostaria, e nem com a frequência necessária. É bem verdade que escrever me alivia, me distrai e se tornou um prazer há bastante tempo. Não escrevo para ninguém, nem para coisa alguma. Não busque sentido no que eu digo, nem um objetivo. O que se tem aqui é algo que eu já não consigo guardar e que escapam pelos dedos transformando-se em uma extensão dos meus sentimentos.

Tenho que confessar que escrever é uma terapia para mim, a cada frase é como se a alma e os pensamentos fossem sendo lavados e colocados em ordem. Uns dançam, outros cantam, uns meditam (confesso ter adotado essa válvula também), cada um à sua maneira tenta escapar da rotina da forma com que pode, ou dá. Confesso que escrever se torna ainda mais prazeroso para mim porque eu posso rever o que eu estava sentindo naquele momento e isso me faz refletir ainda mais sobre a mutabilidade de tudo. Somos tantos ao mesmo tempo, um misto tão profundo de sensações e pessoas. Não me assusto quando me deparo com o fato de algumas pessoas desenvolverem a dupla personalidade (Ressalvo em tempo o meu descontentamento e não apoio a falta de caráter, estou pontuando aqui, de forma leve e superficial a dualidade do ser). Agradeço por fim a oportunidade de ter esse espaço e poder divagar sobre as diversas formas de ser e a falta de ordem dos meus pensamentos.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Não pertencimento...



E hoje – como tantos outros dias – a estranheza tomou conta e as incertezas sobre como viver e o que é realmente viver, mais uma vez se faz presente desde a hora que eu acordei. É difícil quando você não cabe mais em si mesma, quando o que está dentro torna-se um fardo e você não sabe mais como extravasar toda essa maneira de ser. As limitações impostas pela moralidade, ética, ou até mesmo por todos os padrões que te reprimem implicitamente só intensificam a sua sensação de pequenez. 

Não estou falando de um sentir-se inferior, mas sim, de sentir-se obrigada a ser pequena dada as circunstâncias ao seu redor que não te deixam fazer-se entendida.

Os estereótipos são sim maneiras de reprimir uma pessoa e não saber ouvi-las trás um fardo que nem todos sabem/conseguem carregar. Mesmo em meio a um mundo tão veloz, unido pela tecnologia e ao mesmo tempo tão distante por causa da mesma ferramenta, quem sente demais, quer demais, - ou talvez só queira ser diferente – sofre muito por não se encaixar em um grupo que antes era só o que ela via/tinha. Não falo diretamente sobre mim, nem tudo aqui é autobiográfico. O que expresso através das palavras é aquilo que por mais explicado, não se é entendido.

Não diminuo, muito menos ridicularizo aqueles que não partilham dos mesmos gostos, festas, lugares ou sensações. Somos únicos. A individualidade que nos diferencia é a mesma que sem perceber nos isola. É o sentimento de estar sozinho em meio a multidão. É quando o assunto não agrada, mesmo quando se ama a companhia, é quando a necessidade da solidão se faz mais presente do que a oportunidade de estar junto. O estranho de tudo isso é a complexidade que se sente por não ser igual, não querer o óbvio, não se juntar ao comum e não contentar-se com o pouco. Talvez um dia isso passe, ou se intensifique. Não sei se já sentiram a sensação do não pertencimento... e é isso que eu sinto na maior parte do tempo.



Sei que muitos logo de cara arrumarão “n” formas de preencher isso, ou pior, de tentar explicar da maneira mais superficial possível. O que eles não sabem, no entanto, é que não é falta de nada, mas sim, a potencialidade do tudo.