E hoje – como tantos outros dias – a estranheza tomou conta e as incertezas sobre como viver e o que é realmente viver, mais uma vez se faz presente desde a hora que eu acordei. É difícil quando você não cabe mais em si mesma, quando o que está dentro torna-se um fardo e você não sabe mais como extravasar toda essa maneira de ser. As limitações impostas pela moralidade, ética, ou até mesmo por todos os padrões que te reprimem implicitamente só intensificam a sua sensação de pequenez.
Não estou falando de um sentir-se inferior, mas sim, de sentir-se obrigada a ser pequena dada as circunstâncias ao seu redor que não te deixam fazer-se entendida.
Os estereótipos são sim maneiras de reprimir uma pessoa e não saber ouvi-las trás um fardo que nem todos sabem/conseguem carregar. Mesmo em meio a um mundo tão veloz, unido pela tecnologia e ao mesmo tempo tão distante por causa da mesma ferramenta, quem sente demais, quer demais, - ou talvez só queira ser diferente – sofre muito por não se encaixar em um grupo que antes era só o que ela via/tinha. Não falo diretamente sobre mim, nem tudo aqui é autobiográfico. O que expresso através das palavras é aquilo que por mais explicado, não se é entendido.
Não diminuo, muito menos ridicularizo aqueles que não partilham dos mesmos gostos, festas, lugares ou sensações. Somos únicos. A individualidade que nos diferencia é a mesma que sem perceber nos isola. É o sentimento de estar sozinho em meio a multidão. É quando o assunto não agrada, mesmo quando se ama a companhia, é quando a necessidade da solidão se faz mais presente do que a oportunidade de estar junto. O estranho de tudo isso é a complexidade que se sente por não ser igual, não querer o óbvio, não se juntar ao comum e não contentar-se com o pouco. Talvez um dia isso passe, ou se intensifique. Não sei se já sentiram a sensação do não pertencimento... e é isso que eu sinto na maior parte do tempo.
Sei que muitos logo de cara arrumarão “n” formas de preencher isso, ou pior, de tentar explicar da maneira mais superficial possível. O que eles não sabem, no entanto, é que não é falta de nada, mas sim, a potencialidade do tudo.
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