Sabe aquele cara que você ama, mas sabe que ele não te ama
coisa nenhuma – embora viva falando ao seu ouvido que nunca encontrou garota
mais linda e divertida - ? Tenho percebido há muito tempo que muitas garotas idealizam
um cara e jogam nele todas as suas expectativas de um relacionamento, mesmo
sabendo que esse cara está longe de ser o Príncipe Encantado do Reino de
Cristal de suas fantasias... Eu não sei mesmo porque isso acontece, até porque
isso não é exceção e é claro, óbvio e deve até está escrito na minha testa (em
um lugar mais discreto agora) que eu já passei por isso. Não é intencional, eu
sei. Mas porquê é tão complicado fugir de uma enrascada dessa? O cara te trai,
mente, pisa na bola, não está nem aí para os seus sentimentos mas mesmo assim é
para ele que você liga quando a bad chega, e é o primeiro no seu pensamento
quando alguma coisa boa acontece. Talvez essa qualidade feminina do “acreditar”
nos atrapalhe um pouco. Temos uma tendência a “uma segunda chance” “Relaxa, ele
só precisa de um tempo” “Ele vai mudar, eu sei. É só uma fase” “É o primeiro
relacionamento dele”, sabemos lá no fundo que essas desculpas não enganam a
ninguém, nem mesmo nos convence. O que fazer então? Terminar com ele e chorar pelos
próximos 12 anos? (Eu sei... talvez choremos um pouco mais) Sinceramente eu não
vejo problema em chorar, ficar na posição fetal durante o resto da vida ou
achar que nunca mais amará novamente, sabe porquê? Porque isso faz parte do
processo, depois que o nariz desentupir, que o sol entrar pela janela outra vez
e você ouvir aquela música e não mais chorar, você vai perceber que estava com
o cavalo e não com o Principe, poderá até chegar a surpresa conclusão que você
não era lá tão Princesa assim... E você não precisa ser uma Princesa, não
precisa ser perfeita, e nem ele. O que você precisa é de um companheiro, alguém
que entenda suas fraquezas e fique feliz com suas conquistas. Você percebe
também que a reciprocidade, assim como o respeito, são as molas que impulsionam
o amor. Portanto, deixa de evitar o inevitável e viva na plenitude.
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