quarta-feira, 11 de maio de 2016

Obrigada



Eu não escrevo com tanta facilidade ou naturalidade que gostaria, e nem com a frequência necessária. É bem verdade que escrever me alivia, me distrai e se tornou um prazer há bastante tempo. Não escrevo para ninguém, nem para coisa alguma. Não busque sentido no que eu digo, nem um objetivo. O que se tem aqui é algo que eu já não consigo guardar e que escapam pelos dedos transformando-se em uma extensão dos meus sentimentos.

Tenho que confessar que escrever é uma terapia para mim, a cada frase é como se a alma e os pensamentos fossem sendo lavados e colocados em ordem. Uns dançam, outros cantam, uns meditam (confesso ter adotado essa válvula também), cada um à sua maneira tenta escapar da rotina da forma com que pode, ou dá. Confesso que escrever se torna ainda mais prazeroso para mim porque eu posso rever o que eu estava sentindo naquele momento e isso me faz refletir ainda mais sobre a mutabilidade de tudo. Somos tantos ao mesmo tempo, um misto tão profundo de sensações e pessoas. Não me assusto quando me deparo com o fato de algumas pessoas desenvolverem a dupla personalidade (Ressalvo em tempo o meu descontentamento e não apoio a falta de caráter, estou pontuando aqui, de forma leve e superficial a dualidade do ser). Agradeço por fim a oportunidade de ter esse espaço e poder divagar sobre as diversas formas de ser e a falta de ordem dos meus pensamentos.

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